E com meus olhos dispersos
Nas tuas orações eu estive
Sem dó do teu verso
Tão egoísta e indolente
Sem prestar conta
A quem se condói
E requer por carinho
Sem saber do caminho
Atravessei o meio fio
E agora gemo
Do extremo vazio
Que reclama essa gente
A vida sem apreço
Que eu busquei com meu pés
Foi só o revez
De tal alma ingrata
Achando teus conselhos
Coisas de chata
Perdendo os meus dias
Com coisas baratas
Fui fútil e infantil
Um pobre vadio
Das coisas incertas
E é no lamento que eu pranto
Tudo que é santo
Com o coração dolorido
De portas abertas
Ave nostálgica
Nobre canário
Que canta a janela
Se teu canto
Tivesse a minha voz
Riria de nós
Que dispensamos a liberdade
Que morremos orgulhosos
Feridos e desgostosos
Cantando
saudades
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