sábado, 10 de março de 2012

"Devaneismo" (Sannio)

"Partir, Andar"
(Herbert Vianna)


Partir, andar, eis que chega
É essa velha hora tão sonhada
Nas noites de velas acesas
No clarear da madrugada
Só uma estrela anunciando o fim
Sobre o mar, sobre a calçada
E nada mais te prende aqui
Dinheiro, grades ou palavras(...)"

Vou me valer, das expressões não criadas.
Não ditas ou sussuradas.
Das questões preponderantes, de um impulso.
De um instante, entre o abrir e fechar dos lábios.
Do silêncio que não é rompido.
Que é só um grito diluído, em lágrimas e mágoas desonestas.
Em medo e: "- Merda!"
Um olhar perdido e esquecido dos teus olhos.
Em um seio dilacerado, que varre os cacos a cada abraço gelado de solidão.
Enquanto os pés empoeirados, nos sapatos calçados.
Caminham em um rumo completamente desconhecido.
Alado de idéias.
Até esquecer o caminho de novo.

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