segunda-feira, 16 de abril de 2012

Do Editor

Venho, com esse poema, sintetizar, toda a minha curta e recente obra.
E com ele despedir-me, prematuramente.
Para livre,"da rede", seguir outras linhas.
Espero que gostem, comentem e não o roubem.
"And did it my way"

Sannio da Rosa Cardoso
(Editoração e textos)

"Percevejo" 
 (Sannio)

Nunca mais hei de falar,
sobre as flores.
Que morram esquecidas,
como os meus amores.

E que os meus ardores,
não sejam eruditos.
Refinados ou bonitos.
Intrisecos, esquisitos.
Melancólicos e infinitos.

Oh,vazio de camomila!
De café e ervas finas.
Cheirando a mofo e naftalina.
Descolorindo com anilina
Os dentes brancos, a cocaína.

Em meu fasejo, de outros desejos.
No ensejo,
de um só beijo.
Que lhe mostrasse, meu caleijo.
Meu espírito de percevejo.
Voando abaixo de outra blusa.
À qual a cor
não mais se usa.
Deserta, pálida.
Em minhas asas.

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