sexta-feira, 12 de outubro de 2012

"Em Tapes" (Sannio)

A laguna reflete as estrelas, com um brilho ímpar.
Criam apelidos jocozos entre as figueiras.
Deuses momentâneos se levantam.
Aonde a idolatria, já não ouve mais as orações,
dos que se curvavam as imagens dos santos.
A quem Roma manchou com sangue as vestes.
E corrempe ainda hoje os simplórios da fé.
Lugar aonde a inteligência se torna ameaça.
"Se eu gostasse de gaiola, eu nascia passarinho!"
É a visão do oprimido.
Dos noveleiros e fanáticos.
E a arte tenta manchar com seu pus,
o espírito operário.
Criem asas formigas!
Não seriam esmagadas ou queimadas ao sol,
se soubessem realmente do poder que possuem.
Ideologia é liberdade.
Utopia é libertar-nos.
Assassinem o seu buda.
Seja o seu próprio mestre,
Coberto de humildade na sombra,
do que flameja
a liberdade.
Em uma nova idéia.
Um tempo novo.
O capitalismo nos joga para longe de Tapes.
E somos índios longe da praia.
Gritando!




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