Não encherei, meus bolsos de pedras e me jogarei no rio.
Aonde eu moro não tem rio.
E a única voz, que eu realmente escuto, continua sendo a minha.
Uma fase de super-homem, depois de uma fase de super-merda.
Não tenho bilhetes de despedidas para deixar.
Nem para quem deixá-los.
Sou ingrato com o mundo, nesse desabafo cheio de paradóxos, metáforas e epifanias.
Ainda sinto a voracidade da vida em minhas veias.
E é o que me mantém aqui.
Esta não é uma despedida.
Nem realmente a minha vida.
Chamarei de "querida", todas as horas a me darem conforto.
Ouço agora,"Teatro dos Vampiros", enquanto repousa em meu peito um livro da Virgínia Woolf.
"E mesmo assim, não tenho pena de ninguém..."
Nenhum comentário:
Postar um comentário