Sento no chão frio.
Próximo ao ventilador.
Rodam as pás.
O vento toca o meu rosto.
Meus olhos ardem , enquanto você reclama da solidão.
Seu estômago sente a falta da comida.
Meu telefone toca.
Eu não atendo.
Não tenho atendido muitos telefonemas.
Mesmo quando eles vem a tocar.
As garrafas brilham ao sol que se aproxima.
Também as latas vazias, nostálgicas dos seus dias felizes.
Mesmo, que eu nutra, um ódio aos regimes imperialistas e de direita.
Não posso negar, o prodígio de seus filhos.
Titula Johny Cash, a sua dor.
Enquanto eu sepulto a minha.
Caro amigo...
Eu já me senti, como você se sente agora.
Levanta o teu rosto.
O caminho, é este mesmo!
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