Ouço às incoerências esperançosas, com graça
Com saudades que se faz na alma,
em silêncio,
com calma
Me perturba a explícita necessidade de aceitação humana
A vontade mundana mascarada
A profundidade entorpecida, a beira da calçada
Face turva, mostrar de penas, lamber às pernas
Só isto, ao fim do último gole
Ao fim do último golpe, é apenas isto, mais nada
Válida a experiência, o conhecer de novos rostos,
misturados aos antigos
Às belas jovens a surgirem
E os tolos a insistirem
"Estou aqui por conta da arte!"
Senhores, bem sabeis, o que no fundo queremos
Trepar instintivamente com as ninfas que surgem
E todo este papo, filosófico altruísta,
é só uma teia masculina e oportunista
Não sejamos hipócritas, estamos entre iguais
Aonde eu pisei não cheirava a flores
Tinha o mesmo cheiro...
E que se dane o dinheiro!
Só não leve "a cocota" a um pulgueiro
Se for pra ser pedante, nem me responda
Não me chame de machista,
narcisista, fascista, estúpido, equivocado
Facilito, deixo fácil:
"Só, não me chame."
http://www.youtube.com/watch?v=H_DLXCvJL9g
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