sábado, 1 de fevereiro de 2014

"Mentira!" (Sannio)

Eu sou apenas um fantasma que assombra os dias que se estinguem
Neste meio tempo, talvez algum regresso, ou outro começo surja
E eu me arrasto com a minha bermuda suja
por aquela rua escura
na noite que não termina, apenas muda
Que me traga paz
Eu quero o teu bem, demais
Vendo os espíritos calados
encostados em seus leitos 
ou nos mesmos e saudosos peitos 
Meu cansaço é assim
É descanso que não vem
É um olhar atravessado de alguém
que tem raiva de mim
Corta o pulso e te dispa 
Não é difícil, saber de ti
Pois estas aqui
E aqui dentro, eu sei
te sustendo e não me deixas dormir
Acendo a vela que trás
algum problema amais
Não vou cair, se te vai
Seu rosto de marfim 
Mentira!
Mentira! 
Me tira
E me corre da tua mesa
Não prometo dar-te atenção
E é tão difícil o meu não
que me parte o coração
de te ver em solidão
Mesmo assim eu quero ser
uma lembrança
Sobre eu
ou sobre você
Sem rima
E sem coerência, que tal?
Sem outra lei marcial
Da paranoia marginal
Eu sou a sombra
Eu sou o véu
Sou o estranho caminho
jogado do ninho
Cortado do céu

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