Há algo estranho na sobriedade
Você percebe às linhas do seu rosto
com uma maior atenção
E mesmo o seu provocar de risos
Já não trás tanta graça
A vida segue
E mesmo assim, você se embaraça
Se esquece
E a quem bem merece,
se aproxima
Troca a rima
Em vez dos passos
Troca a sina
Em vez do laços
Um dia eu aprendo
a dar o nó na gravata
A ser mais gentil
Com quem me dá carinho
A independer o meu peito
a ser tão sozinho
Sim...
O mundo é um moinho!
E é por bem
que torno o meu discurso enfático
Já não mais,
tão dramático
Meu foco agora é outro
São os outros
E não sou mais eu
Bom, talvez
Só
mais um pouco
É difícil ficar de lado
Esgueirando-se a nulidade
Tenho identidade
E ainda que renovada
A vida é minha
Do resto
Eu não sei,
mais nada
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