Dois olhos tristes.
Como os meus, muitos vezes o são.
Dois olhos maduros, em cima do muro da vida.
Com todo o peso de suas escolhas.
Seus erros e suas conquistas.
Dois olhos tristes, em cima de um nariz em riste.
Distantes espelhos brancos, negros, castanhos.
Que nunca vi vermelhos.
Talvez, por causa de meu anseio.
De um orgulho, auto-destrutivo, rebelde e singular.
Não fôssem singulares, todos os seus olhares.
Plurais seriam os nossos.
Tristes todos eles, enfim.
Minha mão estica, à vezes, para se encolher em seguida.
Em sua direção.
Queria não ver mais, teus olhos tristes.
Mesmo que tristes, permanecessem os meus.
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