Não vou relatar os fatos.
Nem relar os atos.
Vou lembrar do asfalto tortuoso.
Vou gozar da libidinagem.
Sentir calores, em febre induzida.
Vou desgraçar a sua vida.
E você ainda vai lembrar de mim, quando eu me for.
E por favor, não faças rimas com dor.
Não abandone o olhar sem explicação.
Nem prometas o amanhã em rosa choque.
Só meu bem, não me corte.
Não conte sempre, com o que chamas de sorte.
Não tenha certezas, das dúvidas que lhe deixo.
Morda devagar o meu queixo.
E não me ouça agora.
Não me obedeça e me ignore.
Só suplique ou chore.
Quando sentir o desejo latente.
Em teu corpo e eu ausente.
Me aproximando com passos macios.
Tomando o teu corpo e teu vinho.
Teu sossego e teu cio.
E me embriagando de você.
Que lindo Sannio.
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