Logo findarão, meus dias de férias.
E terei novamente, que me render ao mecanismo capitalista.Já tão conhecido.
Me desfaleço na idéia, da quebra da espontâneidade.
Voltarei às velhas amarras.
Ao torcer de lábios alheios.
Às conveniências.
Às dependências dialéticas.
E serão, talvez os outros, o foco.
E eu voltarei ao canto escuro da sala.
Passarei óleo nas articulações.
E robotizarei minhas reações.
Não que o parasitismo constante de meus dias atuais.
Deixem saudades.
Não deixam.
De nada me adiantam estas migalhas atiradas em meu rosto.
Não muda em nada, o fato de vivermos, em função de um formigueiro estúpido.
Escravos de um sistema.
Que ilude o nosso espírito.
Com ideais de utilidade.
"Hahaha..."
Poupem-me do sarcasmo capitalista.
Do terrorismo inventado.
Da mídia, falsa, gélida e dissimulada.
Deixem-me escarnecer das posturas metódicas, ordeiras e organizadas.
Só a vontade de cada indivíduo.
Conhece o que lhe é verdadeiro.
Não lhe atira em grupos pré escolhidos.
Não lhe usa.
Nem lhe joga fora.
Não basta a anarquia.
Crie e revolucione.
Destrua e transforme.
E talvez a tristeza.
Seja apenas inconformismo.
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