O princípio criativo. Não como definição. Nem ao menos como significado. Apenas principado.
Príncipe. Princípio.
Artigo ao anteceder, para melhor identificar o ser.
Identificar o criativo. Já de início, ou princípio.
Criativo. Cria do ativismo, imaginado, sem contra indicação, religião, ordem, nexo,
sem sexo e embutido.
Criativo. Mentalizado, muitas vezes baseado. É filho sem mãe, "musado". Do coito,
apenas idealizado.
Sem dó das mãos, calo por calo, negando o calar. Por certo, evitando o dom de criar.
Mãos que misturam-se as tintas, aos papéis, as teclas, as telas, as tetas, às acetas.
Sem direção, ou tempo. Semanas, dias, meses.
Uma, duas, treze.
Chuto uma lata na rua, na esperança que não "vo(l)te". Não sirva ela de consorte.
Enquanto lhe entrego, minha cabeça em uma bandeja.
Sou tantas vezes educado, como são os bons psicóticos calados.
Não manifesto o óbvio. Tento não ser obsoleto.
Não! Tenho no simples suspirar, o ensejo.
Meu desejo ardente, não veio do fogo. Não é feito de gente.
Sou indolente, descrente.
Me reinvento todos os dias, na minha fé não prostrada, de pé encarnada.
Deixo que o corpo trabalhe.
Ante socializo a necessidade humana. Me auto promovo, me aflijo, me socorro.
Como das migalhas, dos biscoitos em partículas, das gatas, das milícias.
"Canalheio" o romantismo, e aos relacionamentos não me animo, me ensino,
me reeduco.
Me esqueço, me esquecem, me mudo.
Temo a ciência, a indiferença, a falsa inocência.
Nego o consolo, me delicio no fel do abandono.
Desenho, escrevo, me reinvento.
Abandono o casulo.
Em quatro, três, dois, um...
Nulo.
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