"Esta tudo bem , acho que sempre foi assim
Nada pra sentir, espero outro dia vir
Eu quero te ligar, eu quero algo pra beber
Algo pra encher, algo que me faça acreditar"
"O Rock Acabou" - Moptop
Os helicópteros sobrevoam os prédios, tal moscas na imundície,
meus melhores anos são esses, dane-se a minha velhice.
Não quero que a minha menina tenha forma de pin-up,
mas o desodorante que eu uso, tem cheiro de chocolate.
Eu ouço às músicas nacionais, em formato estrangeiro.
Não como nos fast food famosos, nem bebo cerveja em puteiro.
Defendo a liberdade, esperando me vender por alguma fama subordinada.
Feito qualquer classe de sub-letrado, maior abandonado que não assiste tevê.
Meu verso é o reverso dos comércios assaltados, meu protesto sou
eu por inteiro.
E eu troco mudar o mundo, por um prato de dinheiro.
Não reajo aos padrões, minha histeria grita em silêncio.
Não que eu tenha medo, o ser humano é contraditório, não dá para ser
sempre o exemplo, seguindo sempre o mesmo horário.
Nego desde o início, parecendo fútil aos olhos da coruja, ao inimigo oculto,
paranoico, dissoluto.
O caos lá fora não mudou a minha vida, eu não precisava de uma razão
para existir, parecer bonito, politizado.
Eu já manifesto desde feto, se chorei foi por distúrbio, eu preferia meu mundo
molhado ao falso mundo correto.
Eu não sou um líder, sou só alguém em crise mundial, tão fácil de acreditar,
na manufaturada arte de achar, que hipocrisia é roubar.
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