sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Cadeado" (Sannio)

Papo de cadeado não é comigo
Não solto, não prendo, nem julgo o amigo
Se vi e falei, foi da boca pra fora
E talvez hoje, me pegue me arrependendo agora
Tardio, percebes a mão anarquista
Da boêmia me despeço e peço que não insistas
Meu plano escrevo alfabético
Com a mão de um artista
Autista folha que nela esporra
Toda a crença de um fascista
É apenas uma opinião, eu concordo
Nem percebo se há ou não maldade niilista
Talvez apenas um convite
E o meu: "Não!"- como resposta
Nem me define, tampouco me limita
Assim fica fácil ter coragem
Quando se é distante e o próprio nome
Pouco cita

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