Corro da mão que se estende
e aponta a rua
Já conheço o caminho
Ando pela calçada que escolho
Sigo no levar dos meus sonhos
Independo, dependo, norteio
Vou do sul ao meio
De uma ponta a outra
Do lábio a chama
Da brasa a alma
Das cinzas a seda virgem
Leve, voo pelo ar marinho
Vejo o cão correr o gato
E rio sozinho
Deixo passos por terras esquisitas
Donde até a mulher feia, é mulher bonita
Sigo Vadinho, vadio, vigio
Flerto
Presto
Descubro outro horizonte
Subo a pedra
Vejo os montes
Ouço o poeta bêbado
Embebedo o lirismo folclórico
Em melancolia, torno ao bucólico
Rumino
Me mimo
Aprendo
Pouco ensino
E vivo
Vivo
Vivo!
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