Só fez vê-la
E o seu rosto exprimido no travesseiro
A boca imersa em sonhos molhados
Magoado todo o peito amargo
Mexe o fundo a xícara
Antigo e de pouco açúcar
E as suas pernas espalhadas
que em meu peito trás angustia
O lábio inferior como a procurar um navio
O superior a empinar alguma pipa
E a minha boca aberta, desperta, imita
Dos olhos, um singelo acompanhar
Mas não te podes bailar
Se dormes tranquila
Nem ousas voar
Segura as anilhas
O sol violenta o quarto
A colher toca as paredes
Seca a garganta, ópio
Late o cão
Volta a sede
Acordas
E tudo em volta se ilumina
Como dói
Te ver agora apenas
em distante memória
"Senhor Sol
Me dê de volta Virgínia"
http://www.youtube.com/watch?v=fcr2NBBH2k4
Nenhum comentário:
Postar um comentário