Eu prefiro esconder quem eu realmente sou
Este homem é muito inocente!
Acredita que honestidade, basta para sermos felizes
Pobre coitado!
Já nem cai mais do cavalo
Aliás, nunca soube cavalgar
Vem tropego, chega a dar angústia de se ver
Resolve molhar o pensamento
E é aí, que eu apareço!
E lhe jogo na cara, todos os seus patéticos feitos
Todo o meu escárnio de sua covardia escandalosa
Quebro o espelho
Chuto pra longe os cacos de seu fiasco
E me ponho a rua
Nada como o ar puro fedido a cigarro amassado do bolso
Bebo mesmo, xingo mesmo, inflo o peito
Mas não gasto da prosa, pra me fazer de perfeito
É mais fácil mostrar o diploma entre os quartos
Do que dar-me ao discurso barato
Farto, cumprimento mesmo assim
Até o mendigo que cheira a pinga ruim
Peço meia hora de cerveja
Como um nobre vagabundo
Torno a ser eu mesmo
Fazendo girar o meu mundo
E seguindo faceiro
Não troco o que conquisto
Por um punhado de dinheiro
E se me quiseres
Tem de ser assim
Quase dois de tão hiperativo
Generoso, mas cheio de defeitos
Por uma prenda me ajeito
Limpo o pala
Fico direito
Pois na esquerda bate o peito
E pra tudo que for verdadeiro
Não questiono
Não discordo
De bem...
Eu aceito!
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