Tens o teu brinquedo pronto, apronta é só teu
Birras se não brinco, já não o amo, não o sinto
Tens o teu palco, sobe, a plateia te espera
Tropeças de bêbado, danças, torna-te criança
Te equilibras, balanças
Tens a tua barba, magistra
Assim como eu tenho a minha, turista
Tens os teus conceitos, tuas musas, tuas turvas noites na chuva
Assim como eu tenho o céu que encaro, no solo os meus calos
Nas mãos não mais cornetas
Tens tuas razões eu tenho às tetas
Tens tuas visões, tens tuas zombetas
Te magoas por que cresço e te abandono
Trata-me como um filho em sono
Mas esqueces que eu não sou
Que provenho da cisão
Se quebra em mim o sifão
Não permitirei que o cheiro te aborreça
Sossega, esqueça
Talvez queira por vezes o caos
Normal
Dele muitas vezes me servi
Te entendo
E antes que penses que concordo, te emendo
Não rompo com às trompas
Filhos da criação e das escovas
Limpamos ainda os dentes molhados
Tragados pela vida
Você com as suas leis
E eu com as minhas trangressões
Não vá chorar de novo
É apenas só mais um dia
Mas são dois corações
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