sexta-feira, 2 de agosto de 2013

"O Sonho de Tolstói" (Sannio)

"O homem pode viver 100 anos na cidade sem perceber que já está 
 morto há muito tempo"  - Tolstói em "Sonata a Kreutzer"

Não há igreja maior que a sua própria fé
Cristianizo o ateísmo de calssolas que doe-me às bolas em seus discursos
Gosto também da mulher que me beija a boca e me toca longe dos bolsos
Dela me compadeço e a mereço e do preço bem que me esqueço
Entrelaço os meus dedos aos fio e no vazio algo macio
Gosto do carnalismo sem hipocrisia, das profanas horas,
das santas, das vadias
Desprezo o que despreza, o que não reza, o que não crê
e não vê sem perceber a discrepância da sua estúpida ganância
Em obsesso egoísmo de suas posses, há quem os endosse, sem norte,
sem rumo, seu húmus, seus prumos
Meu livre-arbítrio no amor ao conhecimento com dicernimento
Sem lamento, ao relento, sem mas, quero paz, sem mais.




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